terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Percepções Subjetivas


Instantes prognosticados,
nitidamente inesperados,
são segundos que fogem ao nosso controle;
magia permitida somente
a um viver desprendido.

Como chuva de verão
são os momentos ímpares em nossa vida.
A intensidade desses instantes,
permite um desfrutar
mais absoluto  do  "acaso".

Viver não como um barco a deriva,
sem rumo, sem perspectiva,
mas estar sempre aberto a
novas percepções a cada derredor ressurgente.

Assim é o amor,
aqueles que de dentro de si não sai,
jamais irá genuinamente amar alguém.
É sentimento que flui de pequenas
gotas que caem no vazio de uma realidade
intocável por corações
embebidos de objetividades.

A maturidade "desespectativada",
sempre ecoa com leveza todas as intempéries,
dando apenas algumas pitadas racionais
ao ilógico mar do amor subjetivo,
onde ondas imparciais de pensamentos
adornam a mente desraigada.
Pensar é viver e amar é existir.
Viva cada segundo como nunca mais.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Folhas Limpas


Vibrações de um sentimento
imperceptivelmente real
Retrato de uma realidade temerosa,
onde o trato é subjetivo.
Assim se revela a ironia do destino,
em se mostrar abstrata em meio as
carências e escolhas humanas.

Dizem que é normal usar a folha de papel,
e tentar rascunhar uma história,
afinal toda linda narrativa começa pelo acaso;
onde a apercepção de instantes desprogramados,
geram grandes surpresas.

São sentimentos usurpadores da serenidade;
como a brisa de uma tempestade
retorcem todos os paradigmas efetivos,
criados como repressores de falhas;
acabam por atar seus pés ao chão.
Levando a indiferença do tão almejado
levitar de sensações, a qual todos idealizam.

Com desejos surdos, persistimos em 
viver escancarando as regras 
ante a opressão dos anseios.
É tempo que passa e nos faz profundos
prisioneiros da falta de segurança emocional.

É a realidade de uma insanidade
Idubitavelmente fugaz
blá blá blá blá
esqueci a vida passar.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Amor Desafiante


Amar sem desafios, um estagnar de sentimentos;
A realidade é que estamos sempre buscando 
um alguém que nos aceite como somos,
que não nos confronte em nada 
e que nos deixe sempre
em nossa zona de conforto. 
Afinal sair dessa zona nos causa temores
e medos,  conhecidos como incitadores de desistências. 

Nascemos com uma pitada de comodismo, 
intrínseca em nosso subconsciente.
Semear estagnação, é como cultivar um
relacionamento movido a inércia, 
a qual seus frutos são a rotina destrutiva.

Essa apatia sentimental, atrelada a carência afetiva,
criam expectativas irreais em nosso coração,
que passa a depositar a responsabilidade
pela falta de conexão de alma,  dentro do relacionamento, 
nas mãos do outro.

Provavelmente o ideal para se relacionar
são aquelas pessoas que nos impulsionam a sermos melhores
seja profissionalmente como pessoalmente.

São esses desafios que regam as sementes
do amor dentro do relacionamento.
Germinam o caminho ideal,
para que ambos estejam sempre na mesma direção,
onde a felicidade de um completa a felicidade do outro.

Somos motivados por desafios, por novidades,
e são essas motivações que refrigeram o calor das diferenças,
nos fazem  superar as  dificuldades como a maestria de uma gota de um orvalho.
Não subjulgue o amor, sua razão é muito mais vivida do que sentida.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Homens Declivantes




Comece com a falta de atitude. 
junte um pouco de medo em fracassar; 
eis a realidade ultrajada pela sociedade, 
a qual homens hoje, espelho dessa insanidade, 
navegam nesse mar de insegurança, 
intimamente arraigado em seus passos. 

A escassez da humildade masculina, 
não permite o aprimoramento, 
de saberes afetuosos e ternura, 
tão valorizados pela alma feminina 
e tão ocultados pela soberba social. 
Afinal aprender é um requisito 
primordial a todo nascituro. 

Compreender a fragilidade feminina 
diante de tantos holofotes feministas, 
se tornou um presságio de obscuridade. 
Se ater a ouvir e dar colo a uma 
metade tão carente de afeto, 
tem se metamorfoseado em caretisse. 

Quantos caretas, o amor precisaria 
para que relacionamentos fossem 
intensos e verdadeiros? 

Reflexo de lares e cônjuges pseudo responsáveis, 
que perdem sua incumbência mor; 
quem é o cabeça do lar? 
Esse pilar das famílias tem sido transformado 
em vales de intrigas e soberba competitiva. 

Atualmente é possível perceber que 
a verdadeira união deu lugar 
a uma insanidade moral regida pela 
falta de amor e diálogo.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Provisoriedade cultivada

 

Sabe se que nada é pra sempre. 
Mas insistimos em perder tempo guardando 
Ou importando somente com o que
É  ruim dentro de um relacionamento

Como esperamos completude se não conseguimos 
enxergar qualidades nem valorizar a singeleza de momentos mágicos
 as quais somente um coração que pulsa pelo amor consegue enxergar. 

Buscamos a perfeição de sentimentos, 
mas somos incapazes de criar metas para alcança-lá,  
é  como se achassemos que sentimento não precisa ser cultivado, 
 pois segundo diz a lenda, 
eles nascem por si só  e sozinhos se multiplicam
 e se cuidam.
 Quanta incoerência vivemos ein?

Entrar em um relacionamento sem um propósito ou meta, 
 é  como plantar laranjas em alto mar, 
 tenha a certeza que jamais irá colher frutos  mas sim frustrações, 
 pois acabamos vivendo em função de expectativas inconscientes,  
as quais nos motivam a desistir na primeira dificuldade. 

Diante de tantos erros e egoísmos,   
começamos aos poucos  a acreditar e achar comum,  
que os relacionamentos humanos possuem
  uma fugás essência 
e seu destino é  a provisoriedade.
lutemos contra esse mal.